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See now, buy now, o sistema que pode revolucionar a moda

See now, buy now, o sistema que pode revolucionar a moda

See now, buy now, o sistema que pode revolucionar a moda

A tecnologia aproximou o público da moda. Os desfiles que antes eram realizados para uma plateia seleta, composta por jornalistas, compradores e os principais clientes das grifes, ganhou a presença de blogueiros e até mesmo de pessoas que apenas gostam do assunto. Com a ascensão das redes sociais tudo passou a ser transmitido instantaneamente em fotos e vídeos que pipocam em redes como Instagram e Facebook e são replicadas milhares de vezes até mesmo por quem não esteve presente no evento.

O resultado disto é o desejo imediato. A coleção que é apresentada na passarela chega às araras das lojas apenas seis meses depois, deixando clientes aflitos e, até mesmo gerando desistências de compras por outra tendência já ter passado por cima da apresentada no semestre anterior. Em tempos de mudanças todos os dias, o período pode ser considerado muito longo.

Outro ponto que afetou as marcas foi a popularização das grandes redes de fast fashion. A novidade apresentada na passarela demora poucos dias para chegar a lojas como Zara e H&M, que se beneficiam do furor causado na internet para vender antes mesmo das grifes que investiram nas passarelas, no design e desenvolvimento das peças.

Pensando em reverter este cenário, marcas consagradas como Michael Kors, Diane Von Furtsenberg , Burberry e Tom Ford já adotaram o sistema “see now, buy now”. Em tradução literal o termo significa “veja agora, compre agora” e consiste em a roupa ser desfilada e no mesmo dia estar disponível para a compra nas lojas.

Percebendo uma necessidade de readequação das passarelas com o varejo, a semana de moda de Nova Iorque trouxe a discussão à tona e sugeriu que o sistema “See now, buy now” fosse adotado como um padrão por todas as marcas. A mudança significa uma alteração no formato clássico das fashion weeks, que apresentam as coleções de verão no inverno e as de inverno no verão, que passariam a apresentar o verão no verão e o inverno no inverno.

Enquanto a indústria da moda americana ainda discute o rumo a tomar, na Europa a ideia não foi tão bem aceita. A organização da Paris Fashion Week já se adiantou afirmando que no momento, nada mudará na organização dos desfiles realizados na França.

Moda brasileira pioneira

No Brasil, a Luminosidade, empresa de Paulo Borges, criador e realizador do São Paulo Fashion Week, já anunciou que a partir de 2017 o “See now, buy now” será presente na semana de moda brasileira. Os desfiles do SPFW acontecerão em fevereiro e julho/agosto, ajustados às datas de lançamentos das coleções nas lojas para o consumidor. Não é uma condição imposta, mas sim uma adequação necessária e pedida pelas grandes marcas de varejo.

Outra mudança da semana de moda paulista é que deixa-se de lado as nomenclaturas “primavera/verão” e “outono/inverno” e passa-se a  adotar o número da edição. Segundo Borges, esta mudança se deve ao fato de o país não ter mudanças rígidas de temperatura entre uma estação e outra. Pelo visto as mudanças da moda estão apenas começando e o assunto ainda dará muito pano para a manga.

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